Uma bebê de 10 meses, chamada Helena, morreu após sofrer um estupro em Fortaleza. Dois suspeitos, de 22 e 26 anos, foram presos em flagrante pelo estupro e pela morte da vítima. O caso aconteceu no bairro Dionísio Torres na última segunda-feira (13/7). A bebê foi levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com informações, Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, era "ficante" da mãe da bebê. Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, é primo dele.
A mãe da criança estava em casa no momento do crime e acreditou, inicialmente, que a filha estivesse engasgada. Por isso, chamou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Como o socorro não chegou, ela decidiu levar a bebê a uma unidade de saúde por conta própria.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), profissionais da saúde constataram no hospital que a criança havia sido vítima de violência sexual. A bebê não resistiu aos ferimentos e morreu.
A SSPDS não divulgou detalhes sobre a dinâmica do crime, o momento em que o estupro ocorreu nem como foi a operação das equipes de emergência.
Em nota, a SSPDS informou que a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realizou os exames periciais no local da ocorrência e o exame cadavérico no corpo da vítima.
"As análises laboratoriais necessárias à conclusão dos laudos periciais seguem em andamento e serão finalizadas com o rigor técnico-científico adotado pela instituição. Após a conclusão, os laudos serão encaminhados à autoridade policial responsável, a quem compete a condução das investigações", disse.
Além dos dois homens presos em flagrante, outras pessoas foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos. Conforme a secretaria, a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos.
O que dizem as defesas
A defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães não foi localizada. Já a defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, representada pela advogada Gleyce Kelly Leitão, diz que o cliente colabora com as investigações, tendo inclusive se submetido voluntariamente à coleta de material genético.
Confira a nota na íntegra:
"A defesa técnica de um dos investigados no caso envolvendo a morte da criança, o namorado da genitora, informa que acompanha as investigações com absoluta confiança no trabalho das autoridades competentes.
O constituinte desta defesa permanece à inteira disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, tendo, inclusive, se submetido voluntariamente à coleta de material genético. A defesa aguarda a conclusão dos laudos periciais, imprescindíveis para o esclarecimento técnico dos fatos. Esclarece, ainda, que seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação.
A defesa ressalta que qualquer juízo antecipado, especialmente por meio de linchamento virtual antes da conclusão das investigações e da produção das provas periciais, representa grave risco à própria busca da verdade, além de afrontar garantias constitucionais como a presunção de inocência e o devido processo legal. Por respeito à investigação e à sociedade, a defesa somente voltará a se manifestar após a conclusão dos laudos técnicos."
Fonte: O Tempo