O presidente da Câmara de Vereadores de São João da Urtiga pediu licença do cargo de vereador por tempo indeterminado após ter sido preso na semana passada por suspeita de extorsão. Sandro Marcolin foi detido na última quinta-feira (15), durante a Operação Erradicatio, da Polícia Civil.
Com o afastamento do titular, que perde o direito à remuneração, o vice-presidente da Mesa Diretora, vereador Jalmir Cecatto (União), assume a chefia do Poder Legislativo local. A Câmara também deve convocar um suplente do partido para compor a bancada.
Em nota, a Câmara de Vereadores destacou que a decisão demonstra “respeito à Casa Legislativa, aos colegas parlamentares e à comunidade, garantindo o pleno andamento dos trabalhos legislativos e a preservação institucional do Poder Legislativo Municipal". No dia seguinte à prisão, a defesa impetrou um Habeas Corpus, mas teve o pedido negado pelo Judiciário.
Vereador é suspeito de integrar esquema criminoso envolvendo casas noturnas
Marcolin é investigado por integrar um grupo suspeito de exigir vantagens financeiras de vítimas para a quitação de dívidas. Além do parlamentar, outras duas pessoas foram presas preventivamente por envolvimento na prática criminosa.
De acordo com a Polícia Civil, o trio é investigado por exigir o pagamento de valores como forma de quitação de dívidas contraídas em casas noturnas, com a aplicação de juros considerados abusivos.
O caso passou a ser investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Sananduva após a comunicação de uma ocorrência registrada por uma família de São João da Urtiga, que teria sido vítima dos investigados. Conforme a polícia, as vítimas chegaram a contrair empréstimos e vender terras para atender às exigências financeiras impostas pelo grupo.
Durante a operação, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cinco residências e duas casas noturnas. As ordens judiciais determinaram ainda o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de veículos.
*Rádio Tapejara