Audiência pública avalia impacto da proliferação de javalis no RS
27 novembro 2020 - 09h20
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A situação da proliferação dos javalis no Rio Grande do Sul foi tema de audiência pública virtual proposta pelo deputado Elton Weber e realizada na quinta-feira, 26/11, na Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Adolfo Brito. “A preocupação é grande. Além da invasão de propriedades e ataques aos animais e do prejuízo para as lavouras, o javali também tem risco sanitário’, destacou Weber.

O deputado federal Ronaldo Santini destacou a importância de uma legislação que dê segurança jurídica para todos os envolvidos e que preveja a caça de espécies nativas fora de controle, como a capivara, o controle de espécies invasoras, como o javali e o lebrão, e uma pena mais rígida para o tráfico de animais silvestres.

Dennis Patrocínio, analista ambiental da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), falou sobre a criação do Programa Estadual de Controle de Espécies Exóticas Invasoras (Invasoras RS), criado em 2018, e que tem por objetivo conter a expansão territorial e demográfica do javali e reduzir seus impactos econômicos, sociais e ambientais. No Rio Grande do Sul, existem, além do javali, outras 125 espécies invasoras reconhecidas por lei. Os javalis foram introduzidos no Brasil na década de 1960 e reconhecidos como espécie exótica invasora por meio de legislação em 2013.

Entre os encaminhamentos sugeridos na audiência pública, estão a criação de um grupo de trabalho específico para tratar deste assunto formado por entidades representativas do setor, poder público nas duas diferentes esferas e Legislativo.

Histórico

O Plano Javali/RS começou a ser desenvolvido em 2017, com a participação de 25 instituições de diversas áreas de atuação – universidades, órgão públicos, instituições privadas e da sociedade civil, e tem prazo de vigência até janeiro de 2023.

O javali é uma espécie exótica invasora trazida da Europa no início do século 20. Hoje se prolifera e se expande rapidamente em diversas regiões. Os javalis causam danos à fauna e à flora, desencadeiam o assoreamento de corpos d’água e processos de erosão do solo, além de representarem um grave risco sanitário para a atividade pecuária.

A vigilância constante desta espécie se dá porque o RS tem área livre de Peste Suína Clássica (PSC) reconhecida pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) desde 2015. E os javalis podem trazer riscos para os suídeos (porcos) domésticos porque podem ser reservatórios de vírus e fonte de infecções.

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