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Governo quer aumentar mistura de etanol na gasolina e prevê combustível mais barato para os brasileiros
10 junho 2026 - 07h21
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Uma mudança que pode impactar diretamente o bolso dos brasileiros, fortalecer a economia nacional e ampliar o uso de energia limpa está prestes a avançar. O governo federal anunciou nesta terça-feira (9) uma proposta para aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% para até 32%, medida que deverá ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nas próximas semanas.

O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e representantes do setor de biocombustíveis no Palácio do Planalto.

Segundo o governo, a iniciativa integra a estratégia de fortalecimento da segurança energética brasileira e da transição para uma matriz de transporte mais sustentável. Além de reduzir a emissão de poluentes, a medida promete diminuir a dependência de gasolina importada e gerar novos investimentos no campo e na indústria.

“Estamos falando de mais segurança energética, mais desenvolvimento, mais empregos, mais renda e mais sustentabilidade para o país”, destacou Alexandre Silveira.

Impacto direto no bolso do consumidor

Representantes do setor afirmam que a ampliação da participação do etanol na gasolina pode contribuir para reduzir os custos dos combustíveis ao consumidor.

Segundo o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi, o etanol custa atualmente, em média, R$ 2,40 menos por litro do que a gasolina, o que torna a mistura mais vantajosa economicamente.

Ele destacou ainda que, nos últimos meses, o uso ampliado do biocombustível já gerou economia bilionária para os brasileiros e evitou gastos significativos com a importação de combustíveis fósseis.

Tecnologia já foi testada

Uma das preocupações mais comuns quando se fala em aumento da mistura de etanol está relacionada ao desempenho dos veículos. No entanto, representantes da indústria garantem que os testes realizados anteriormente demonstraram a viabilidade técnica da mudança.

Segundo o setor, a composição com 32% de etanol já foi avaliada durante estudos realizados antes da adoção da mistura atual de 30%, sem apresentar impactos negativos para os motores.

Mais empregos e expansão da produção

O aumento da demanda por etanol também deve impulsionar o agronegócio e a cadeia produtiva de biocombustíveis. A expectativa do setor é ampliar significativamente a produção nos próximos anos, gerando novas oportunidades de emprego, renda e investimentos.

Para lideranças da bioenergia, o momento representa uma oportunidade estratégica para o Brasil consolidar sua posição como referência mundial em combustíveis renováveis, ao mesmo tempo em que oferece uma alternativa mais econômica e sustentável aos consumidores.

Caso seja aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética, a nova mistura passará a integrar a política energética brasileira, reforçando a aposta do país em combustíveis renováveis e na redução da dependência de derivados do petróleo.

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