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Gerente e funcionário de banco são presos no RS suspeitos de fraude milionária
20 janeiro 2026 - 14h06
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A prática ficou conhecida entre os investigadores como “digital fantasma”

Na manhã desta terça-feira (20), a Polícia Civil prendeu um gerente-geral e um funcionário de uma agência bancária no Rio Grande do Sul, além da esposa do gerente, suspeitos de envolvimento em um esquema de fraude que ultrapassa R$ 2,4 milhões. A ação ocorreu em Caçapava do Sul, na Região Central do estado, onde também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

De acordo com a investigação, o grupo utilizava a estrutura interna da agência para acessar de forma irregular contas de clientes idosos, com idades entre 81 e 96 anos, e até de pessoas já falecidas. O funcionário responsável pela operação do sistema inseria a própria digital nos leitores biométricos para autorizar transações, registrando falsamente que os clientes eram analfabetos, o que dispensaria a assinatura. A prática ficou conhecida entre os investigadores como “digital fantasma”.

Ainda conforme a apuração, o gerente-geral alterava os cadastros das vítimas, incluindo rendas fictícias que chegavam a R$ 2,5 milhões. Com isso, o score de crédito era elevado e possibilitava a liberação de empréstimos pessoais de alto valor, sem garantias reais.

Os valores eram sacados em dinheiro vivo para dificultar o rastreamento. A Polícia Civil aponta que a esposa do gerente realizava retiradas fracionadas, utilizando moletom e capuz para tentar evitar a identificação pelas câmeras de segurança. Somente nessa etapa, mais de R$ 1,4 milhão teria sido movimentado.

O esquema foi descoberto após a identificação de inconsistências graves em operações de crédito realizadas pela agência. Durante a investigação, os policiais mapearam a atuação do grupo e definiram a função de cada suspeito. O uso de contas pertencentes a pessoas falecidas chamou a atenção dos investigadores, que classificam o caso como uma fraude sofisticada e de alta audácia.

A polícia informou que não divulga as identidades dos presos nem o nome do banco envolvido. Contas bancárias e ativos financeiros ligados aos investigados foram bloqueados. As investigações seguem para apurar a possível participação de outras pessoas.

Reportagem: Jeferson Vargas

Crédito da imagem: Divulgação Polícia Civil

Fonte: Rádio Planalto

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