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Em 2025 o mundo volta a olhar para o Cooperativismo
04 abril 2025 - 15h36
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Fernando Dall’Agnese*
Ao declarar 2025 como o “Ano Internacional das Cooperativas”, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece a contribuição positiva dessas instituições para o enfrentamento dos desafios globais. Tendo como mote "Cooperativas Constroem um Mundo Melhor", esse endosso também ressalta o papel dessas organizações no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente para erradicação da pobreza, redução das desigualdades e combate às mudanças climáticas. Importante lembrar que essa celebração não é inédita, em 2012 a ONU já havia feito essa homenagem ao Cooperativismo - a qual é reforçada este ano com a crescente relevância das cooperativas junto à sociedade.
O cooperativismo é um movimento mundial de longa data. Nasceu em 1844, na cidade de Rochdale, Condado de Manchester, Inglaterra, quando um grupo de 28 operários, em sua maioria tecelões, fundou a primeira cooperativa no auge da Revolução Industrial. Quase 200 anos depois, segue como um modelo de organização econômica e social baseado na colaboração, em que pessoas com interesses em comum se unem para trabalhar juntas e alcançar objetivos coletivos.
As cooperativas, por sua vez, são a forma prática de colocar o cooperativismo em ação. E quando olhamos mais diretamente às cooperativas de crédito, encontramos um modelo de negócio mais justo, igualitário e com um propósito genuíno: levar prosperidade às comunidades onde atuam. Constituídas de forma organizada, com base em equidade, solidariedade e transparência, as cooperativas buscam o desenvolvimento econômico e social dos associados e contribuem para a melhoria das condições de vida das comunidades onde estão inseridas, com a geração de renda e emprego.
O último estudo da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) encomendado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), de 2024, materializa esse propósito ao mostrar que em municípios acompanhados antes e depois da instalação de cooperativas de crédito, há incremento no PIB per capita em 10%, 15,1% mais vagas de emprego e aumento do número de estabelecimentos comerciais em 15,6%.
Nesse modelo de cooperativismo, os próprios associados da cooperativa se ajudam mutuamente, oferecendo serviços financeiros a condições mais acessíveis e com taxas mais justas. O objetivo está em atender às necessidades dos associados e promover o bem-estar financeiro da comunidade. Todos são sócios que participam das decisões do rumo do negócio, o que proporciona a sensação de pertencimento a um sistema mais justo e democrático.
Dessa forma, a frase do padre Theodor Amstad, fundador do Sicredi há 122 anos, no município de Nova Petrópolis (RS), permanece como uma fonte de inspiração do cooperativismo: “Não trabalhar apenas para mim mesmo, senão pelos outros ou para o bem comum”. É essa a essência que o movimento das cooperativas busca levar adiante, no propósito de construir uma sociedade mais próspera e justa, colocando em prática as boas intenções do discurso da nossa origem para contribuir com o desenvolvimento das regiões e fazer com que cada associado se sinta dono, importante e representado em suas cooperativas.
*Presidente do Conselho de Administração da SicrediPar

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