Ministro da Saúde sugere que o gaúcho 'dê um tempo no chimarrão' para evitar coronavírus
26 fevereiro 2020 - 17h36
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Brasil teve primeiro caso da doença confirmado nesta quarta-feira

Em coletiva à imprensa, nesta quarta-feira (26), em Brasília, sobre a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, falou sobre medidas que o brasileiro deve tomar para evitar a propagação do vírus em solo nacional. Entre as medidas, o ministro sugeriu que os gaúchos "deem um tempo na roda de chimarrão".
"Alguns estados, como o caso do meu Mato Grosso do Sul e do Rio Grande do Sul que têm hábito de compartilhamento cultural, como é o caso do tereré e o chimarrão, que passa de boca em boca. Geralmente é feito uma roda, onde se passa de pessoa em pessoa. A gente pede que as pessoas evitem. A gente sabe que, num momento de transmissão de vírus, que é vírus salivar, não é vírus aerossol, é um instrumento de compartilhamento e passagem de substâncias orais entre si", recomendou.

O ministro reforçou ainda o pedido para que a população reforce hábitos de higiene como limpeza frequente das mãos e rosto. "Água e sabão todo mundo tem. O brasileiro precisa aumentar o número de vezes que lava as mãos e o rosto durante o dia."

O inverno gaúcho também é preocupação para o Ministério da Saúde. Na epidemia de H1N1, o Estado foi o com maior número de mortes. "O inverno se avizinha e a região Sul costuma ter o maior número de doenças respiratórias. Foi assim na época do H1N1. O Rio Grande do Sul foi o estado que teve o maior número de casos, o maior número de óbitos. A gente deve estruturar o laboratório do Rio Grande do Sul para que os exames possam ser processados lá mesmo", afirmou.

O ministro destacou ainda a inauguração dos novos leitos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Mandetta afirmou que, havendo necessidade, os leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) podem ser inaugurados preliminarmente.

O coronavírus é considerado um vírus de moderado a pequeno, segundo o Ministério da Saúde. Uma pessoa contaminada tem o potencial de transmissão de duas a três pessoas. Os sintomas se assemelham de uma gripe, como tosse, febre, dores no corpo e coriza.

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