Jovem de Campo Bom é a única representante gaúcha no Mundial de Atletismo de Surdos na Polônia
20 fevereiro 2020 - 08h38
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Um dos maiores sonhos de Aline Bieger, de 26 anos, está prestes a se tornar realidade. A atleta é uma das integrantes da Seleção Brasileira Feminina de Atletismo no Mundial de Atletismo de Surdos, que acontece no mês de julho na Polônia. A gaúcha, de Campo Bom, na Região Metropolitana de Porto Alegre, é a única representante do Rio Grande do Sul na competição.

Apaixonada por atletismo, Aline começou a competir aos 12 anos, mas desde o início precisou se adaptar. A jovem nasceu com uma deficiência auditiva no ouvido esquerdo, que comprometeu 100% da audição. Em 2018, ela descobriu uma condição nos genes que levou também a perda de 80% do ouvido direito.
Aline vai participar pela primeira vez de uma competição destinada apenas ao público com deficiência auditiva, já que sempre competiu com atletas sem problemas de audição. Uma das dificuldades enfrentadas por ela, nesse tipo de prova, é escutar o tiro que sinaliza o início da corrida.
"Peço para colocarem o megafone próximo, pois ajuda, e sinto um pouco a vibração, mas sempre acabo saindo atrasada."

Em eventos destinados apenas a surdos, são utilizados equipamentos e sistemas de luzes de LED para sinalizar o início da prova.
Ajuda para a viagem
A conquista de mais de 40 medalhas, sendo 10 delas só no ano passado, foi o passaporte para receber o convite para participar do mundial de atletismo. O reconhecimento partiu da Confederação Brasileira de Desportos de Surdos. Mas para garantir a viagem, a jovem precisa de ajuda.

“Como a Confederação de Surdos não tem verba o suficiente para bancar os atletas, só poderei ir se eu conseguir arcar com os custos. Por isso fiz uma vaquinha online”, conta.

Aline já arrecadou cerca de R$ 3 mil, mas a viagem só poderá ser realizada com pelo menos R$ 11 mil. O dinheiro serve para custear 10 dias de hospedagem e as passagens aéreas para a Polônia.

“Fui atrás de patrocínio também, mas é muito difícil. Algumas empresas me disseram que patrocinam times de futebol. Outras não me deram muita atenção”, conta.

Fonte: G1 RS

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