Bolsonaro tira Onyx da Casa Civil e convida general da intervenção para o cargo
12 fevereiro 2020 - 14h45
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Desta forma, todos os ministros que trabalham dentro do Palácio do Planalto serão de origem militar

Após esvaziamento da Casa Civil, o principal impasse para Bolsonaro efetivar a troca no comando da pasta era escolher o nome que substituiria Onyx na função. A ideia, de acordo com duas fontes do governo, era colocar alguém com perfil técnico ou da área militar para evitar que o Palácio do Planalto seja usado para pretensões eleitorais, ideia que aborrece Bolsonaro. Como saída honrosa, Bolsonaro deve transferir Onyx ao Ministério da Cidadania no lugar de Terra.

O atual titular da Cidadania precisou se explicar ao presidente sobre a contratação de uma empresa de tecologia que, segundo a Polícia Federal, foi usada como laranja para desviar R$ 50 milhões no governo de Michel Temer. Mesmo alertado sobre suspeitas de fraudes por órgãos de controle e pelas concorrentes no certame, a pasta de Osmar Terra assinou um contrato de R$ 7 milhões com a Business to Technology (B2T).

Procurado desde a terça-feira da semana passada, Terra só se manifestou pela primeira vez sobre o caso nesta quarta-feira, após ser cobrado por Bolsonaro. Em nota, o ministro afirmou que procurou a PF para investigar a contratação da empresa. “Todos os funcionários da linha de decisão e que estão envolvidos na contratação da empresa foram afastados num processo de aperfeiçoamento dos controles”, afirmou na nota. “O Ministério da Cidadania está fazendo um pente-fino em todos os contratos da área.”

A troca no governo é a segunda feita em menos de uma semana. Na quinta-feira passada, Bolsonaro demitiu Gustavo Canuto do Ministério do Desenvolvimento Regional e nomeou Rogério Marinho em seu lugar.

Convidado
Um importante auxiliar de Bolsonaro definiu o escolhido para a Casa Civil como “um homem muito preparado”. Disse que ele vai fazer no governo o que faz no Exército.

O general de Exército Walter Souza Braga Netto, então comandante militar do Leste, foi escolhido pelo então presidente Michel Temer em 2018 como chefe da intervenção federal do Rio, uma medida inédita, que lhe concedeu poderes de governador do Estado na área da Segurança Pública.

Braga Netto nasceu em Belo Horizonte e cumpre o “perfil mineiro”. Prefere o trabalho ao verbo. Ao assumir o comando da intervenção, determinou a seus subordinados e pediu aos familiares discrição nas redes sociais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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