Polícia acredita que desobediência possa ter sido a motivação para a morte do menino Rafael Winques
30 junho 2020 - 09h26
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O depoimento de Alexandra Duogokenski, no último sábado, 27, serviu para a polícia civil reforçar sua tese de que a mãe cometeu um homicídio doloso ao matar o filho de apenas 11 anos no município de Planalto. Alexandra mudou sua versão e disse aos policiais que usou uma corda para asfixiar o garoto depois de ter medicado a criança com Dizepam.

Desde a prisão de Alexandra a polícia buscava esclarecer a motivação para o crime. O perfil da mulher despertou atenção dos policiais que passaram a montar um quebra-cabeça com elementos técnicos para chegar a conclusão de que Rafael foi morto por ter desobedecido ordens da mãe.

A polícia percebeu que a mulher era perfeccionista, muito ligada a detalhes e metódica. Segundo delegados que acompanham o caso, a mulher era aficionada por limpeza e organização e não admitiu ter sido contrariada pelo menino.

Os policiais contaram que a mulher entrou em pânico na data da reconstituição, ao ver que as coisas na casa estavam fora do lugar. Ela chegou a ajeitar uma foto em um móvel e dobrou cuidadosamente uma peça de roupa antes de iniciar a reprodução simulada do crime.

Outro detalhe que chamou a atenção durante a investigação eram listas nas portas dos armários onde eram guardados os mantimentos. Alexandra anotava os produtos e a quantidade de comida disponível. Nos roupeiros, as roupas e calçados eram cuidadosamente separados por cores.

Alexandra passou a se sentir incomodada com Rafael que passava muito tempo no celular e passou a cobrar o garoto que desobedeceu a mãe quanto ao uso do eletrônico.

Na noite do crime ela medicou o garoto e foi para seu quarto, algum tempo depois voltou para onde o menino dormia e viu que ele continuava utilizando o aparelho. Foi quando ela pegou a corda e decidiu asfixiar o garoto.

Outra resposta obtida no depoimento foi quanto a presença da sacola na cabeça do menino. Alexandra disse que viu o garoto com os lábios roxos e mãos geladas e decidiu tapar o rosto do menino porque não conseguia olhar para o filho.

Depois de dar o depoimento no sábado, o advogado Jean Severo gravou um vídeo onde Alexandra diz que foi coagida pela polícia a mudar sua versão. Ela alega ainda que não teve a intenção de matar e pediu desculpas a comunidade de Planalto.

Jean Severo anunciou que deixou o caso após o novo depoimento de Alexandra Duogokenski, porém quando questionado pela reportagem da Uirapuru se ainda poderia voltar a defender a mulher, disse que ainda avaliariam toda a situação.

Fonte: Uirapuru

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