Baleia - Bicuda, espécie rara, aparece morta em Praia de Palhoça SC
14 fevereiro 2020 - 15h25
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Este é o primeiro registro de encalhe em Santa Catarina

A equipe do Instituto Australis encontrou, nesta quinta-feira (13), a carcaça de uma baleia rara, da espécie conhecida como baleia-bicuda-de-cuvier, na Praia da Guarda do Embaú, em Palhoça. O animal é uma espécie oceânica, que vive afastada da costa, e este é o primeiro registro de encalhe em Santa Catarina.

Os técnicos localizaram a baleia durante o trabalho do Projeto de Monitoramento de Praias, do qual o Instituto Australis faz parte. É uma fêmea, adulta, com 6,20 metros de comprimento.

O Instituto Australis esclarece que, assim como as orcas, as baleias-bicudas-de-cuvier não são baleias, mas golfinhos. Elas possuem dentes, diferente das baleias, que têm cerdas na boca por onde filtram os alimentos.

Curiosamente, são os dentes a característica mais marcante das baleias-bicudas-de-cuvier: nos machos, um único par de dentes que se projeta para frente e para fora da boca, na ponta da mandíbula inferior.

Karina Grosh, bióloga do Instituto Australis, que é responsável pelo monitoramento da baleia-franca em Santa Catarina, diz que ainda não se sabe por que o animal foi parar na praia.

- Mas isso mostra que a espécie ocorre em Santa Catarina. Porém, como é um animal que não se aproxima da costa, é muito difícil chegar até aqui, mesmo quando morre - explica.

O Protocolo de Encalhes da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca/ICMBio foi acionado, juntamente com as outras equipes do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) para realizar a necropsia, em que a morte do animal será investigada. Depois desse processo, o esqueleto do animal será recolhido.

O PMP-BS é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

O objetivo é avaliar possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos encontrados mortos.

O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Australis monitora o Trecho 2 compreendido entre Imbituba e Governador Celso Ramos.

Fonte: AUOnline

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